Professores não atendem a apelo da Secretária da Educação e querem audiência com o governo

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Na última sexta-feira a secretária de Estado da Educação, Ana Seres, fez um apelo aos grevistas para que retornem às aulas na rede estadual de ensino, já que, mais de um milhão de estudantes estão sem aula. Seres afirmou que, “nossos estudantes já foram prejudicados pela primeira greve, de 29 dias. O conteúdo precisa ser ministrado e os 200 dias letivos têm que ser cumpridos”. Ela reforçou, ainda, que as reivindicações específicas da categoria já foram atendidas ao final da primeira paralisação. O apelo da secretária não foi levado em conta pelos professores, que se programam para a continuidade do movimento. Nesta segunda-feira a categoria acompanha a sessão da Assembléia Legislativa, a partir das 14h, já que, o governo deve encaminhar o projeto de reajuste para votação. Para esta terça-feira os docentes devem promover uma grande marcha com participação de servidores de outras categorias, pais e estudantes. A concentração está marcada para as Praças Rui Barbosa e Santos Andrade, a partir das 9h da manhã, e todos seguirão em passeata até o Palácio Iguaçu.

 O objetivo da direção do movimento é reabrir as negociações com o governo, já que, depois do anúncio de um reajuste de 5%, foram encerradas as conversas, com a alegação de que esse é o limite possível para o estado.

O governo do Estado esclarece que, conforme a legislação que rege as contratações de professores temporários (PSS), a ausência ao serviço por mais de sete dias úteis consecutivos, sem motivo justificado, é motivo de rescisão do contrato. A previsão está no artigo 17 da Lei 108/2005. Com base na decisão judicial que considera a greve abusiva, a Secretaria pode contabilizar as faltas a partir de 27 de abril.

A Secretaria de Estado da Educação informa que já lançou edital para a contratação de professores temporários para atuar na rede estadual de ensino de todo o Paraná.

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